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Poema narrativo, composto em hexâmetro dactílico (formado por seis dactilos, uma unidade métrica de versificação constituída por uma sílaba longa seguida de duas sílabas breves), cujo assunto são os feitos praticados por heróis, superiores em força e coragem, engenho e astúcia, mas que dependem dos deuses, que intervêm na orientação das suas acções. A narrativa inicia-se in media res, após uma invocação e uma proposição, sendo frequentemente interrompida no seu desenvolvimento (já que normalmente cobre um longo espaço de tempo) por digressões e acções secundárias.

Para além da Ilíada e da Odisseia, atribuídas a Homero, são epopeias, por exemplo, a Eneida (30-20 a.C.) de Virgílio, o poema anglo-saxão Beowulf (séc. VIII d.C.) ou os poemas Mahabharata, indiano (séc. III d.C.), ou o Anel dos Nibelungos, germânico (séc. XIII). O mais antigo poema épico que se conhece, Gilgamesh (c. de 3000 a.C.) é de origem babilónica. No Renascimento retomaram-se temas e formas épicas clássicas como no caso de Os Lusíadas de Luís de Camões (1572) e de Jerusalém Libertada, de Tasso (1575).

As manifestações modernas da poesia épica são mais raras. Refiram-se, a título de exemplo, os Cantos de Ezra Pound, As Quybyrycas, de João Pedro Grabato Dias e A Invenção do Mar, de Gerardo de Melo Mourão.


Odisseia

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