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A palavra grega epígramma («inscrição») designa um género literário menor muito cultivado em toda a Antiguidade Grega, destinado em princípio a oferendas votivas ou a pedras tumulares, que evidencia um carácter local e informativo. Desde a época de Simónides que o epigrama se tornou um género literário autónomo cultivado por todos os grandes autores como Arquíloco. Composição de natureza breve, tinha a capacidade de condensar em poucas palavras um pensamento ou uma invectiva, abordando temas eróticos, artísticos e outros, para além de conservar sempre uma função epidíctica (aparatosa, ostentativa). Meleagro de Gádara organizou, cerca de 70 a. C., uma colecção de epigramas com que está na origem da chamada Anthologia Palatina.
O epigrama latino mantém a tradição temática grega, embora usando uma maior variedade formal. Foram seus cultores Catulo, Virgílio, Séneca, Petrónio e, sobretudo, Marcial, o autor mais influente sobre a literatura latina posterior e sobre as literaturas modernas, no que diz respeito ao tom incisivo, sobretudo satírico.

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