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A palavra filosofia é composta pelos vocábulos gregos philia = amizade, amor e sophia = sabedoria. Assim, etimologicamente, a filosofia designa o amor pela sabedoria.
É costume atribuir-se a Pitágoras a criação do termo «filósofo», como se teria auto-designado, por considerar que a posse do saber é própria apenas dos deuses, enquanto o amor pelo saber é característico dos homens.
Não é fácil encontrar-se uma definição para a filosofia, embora o que nela permaneça seja sempre o sentido de uma procura constante do saber.
Se as diversas ciências se caracterizam pelo seu objecto e método, no que respeita à filosofia, o seu objecto só poderá ser a totalidade, demarcando-se, assim, do saber parcial, próprio das ciências. De igual modo, podemos distingui-la de religião, que assenta na revelação e na fé.
Interessando-se por tudo o que diz respeito ao homem, encontramos na reflexão filosófica um acto de pensamento que, no dizer de Saviani, deve obedecer a três requisitos: radicalidade, rigor e globalidade.

A totalidade que a filosofia busca, através da reflexão, manifesta-se nas disciplinas que a constituem:
A lógica (etimologicamente a ciência do logos) implica o exercício das regras do pensamento, mostrando como devemos pensar.
A Gnosiologia ou Teoria do Conhecimento, que trata dos problemas relativos ao conhecimento em geral.
A Epistemologia, onde se estudam as questões relativas à construção do conhecimento científico.
A Metafísica que corresponde ao estudo dos seres que estão para além da experiência imediata ou possível.
A Ontologia, que é o estudo do ser.
A Axiologia ou reflexão sobre os valores, isto é, sobre a acção humana, nas suas dimensões religiosa, ética, política e estética.

A filosofia constitui-se, então, como um sistema, implicando uma weltanschauung, uma visão do mundo, organizada, racional e crítica. É devido a este sentido sistemático que a filosofia é uma criação do Ocidente, distinguindo-se do pensamento oriental que se expressa de um modo mais metafórico e poético. Da sua exigência da sistematização resulta também que, embora todos os humanos tenham capacidade para pensar e colocar questões de ordem filosófica, nem todos sejam filósofos, pois não organizam essas questões de modo a constituir um sistema.

Quais são, afinal, as questões próprias de filosofia? Correspondem à confrontação do homem com a pergunta acerca de si mesmo, da sua origem e do seu futuro, abarcando a totalidade e o sentido da sua vida. É esta dimensão antropológica que confere unidade à filosofia. É também neste sentido que Kant, ao formular os problemas de filosofia – que posso saber? que devo fazer? que me é permitido esperar? –, coloca finalmente a questão fundamental que abarca todas as outras: o que é o homem?

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