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Chama-se rio a um curso de água natural, cujo dinamismo se reflecte em poder de erosão e transporte, o qual depende das características do seu caudal. Os rios correm através de um leito, drenando uma região mais ou menos  vasta (bacia) e estão em constante evolução. Deste modo, para um determinado nível de base, regularizam o seu perfil de equilíbrio por escavamento, sedimentação e erosão regressiva; esta provoca geralmente fenómenos de captura. A distinção entre as várias fases do ciclo de erosão (juventude, maturidade e velhice) faz-se pela análise das formas do relevo e pela capacidade apresentada pelo rio em transportar a sua carga.
A água dos rios, canalizada pelas redes de irrigação, serviu de base económica e social às civilizações agrícolas do antigo Egipto, da Mesopotâmia, da Índia e da China. Também os rios da península Ibérica contribuíram largamente para a sua unificação.
O curso de um rio desloca-se de montante para jusante, da nascente até à  foz.
O curso superior está localizado em regiões montanhosas, sendo a gravidade é a causa primeira do movimento das águas de erosão ou as que resultaram da fusão das neves; formam então uma torrente, que escava um leito arrebatando violentamente todos os materiais naturais que encontram. Os cursos de água de montanha correm em declives bastante acentuados e, frequentemente, em antigos vales glaciares cavados e de vertentes abruptas.
O curso médio de um rio começa quando este se afasta da montanha; a corrente penetra então numa região menos acidentada, de montanhas menos elevadas, muitas vezes constituída por planícies e colinas. A sua velocidade diminui, ao mesmo tempo que o contributo dos afluentes aumenta o volume das águas que arrasta no seu curso. Muitas vezes, nas regiões calcárias, há rios subterrâneos. O rio continua a transportar produtos de erosão provenientes do seu curso na montanha, transformados em aluviões que irá perdendo no caminho até ao mar.
O curso inferior é constituído pelo seu último tracto até atingir o mar. A embocadura é, por vezes, obstruída pelas aluviões que formam, dependendo das circunstâncias, um delta, uma flecha litoral, um cordão litoral ou simplesmente bancos de areia e de lodo.
A velocidade da corrente de um rio é determinada pela sua inclinação, largura e profundidade e pela quantidade de água transportada.
O débito é a quantidade média de água, avaliada, num ponto determinado, em metros cúbicos por segundo.
O regime é a variação do débito no decurso do ano e aquele varia sempre que a alimentação do rio é de origem glaciar, niveal (fusão das neves), estritamente pluvial ou, ainda, uma combinação das três.
As águas altas ou enchentes e as inundações produzem-se quando todos os afluentes aumentam de caudal devido à fusão das neves ou a fortes chuvas próprias das estações.
Entre os maiores rios do mundo contam-se o Nilo, o Amazonas, o Mississípi, o Yangtze, o Hunag He ou Rio Amarelo e o rio Congo.

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