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No século V, o lirismo coral terá os seus continuadores e atingirá o seu máximo esplendor com Píndaro. Sucessor de Estesícoro e de Simónides de Ceos (556-467) que se distinguira no canto fúnebre, Píndaro (518/517-depois de 446), nasceu na região de Tebas, provavelmente de origem aristocrática. A sua vasta obra é muito variada. Uma boa parte é constituída por epinícios, odes triunfais que celebram os vencedores dos Jogos pan-helénicos e se encontram agrupadas em Odes Olímpicas, Píticas, Nemeias e Ístmicas.
A construção das odes baseia-se na tríade, unidade rítmica tripartida (estrofe, antístrofe e epodo), que Estesícoro tinha criado, e que se repetia um certo número de vezes (entre uma e treze) ao longo da ode.
A sua glória foi ímpar no mundo grego, conhecendo-se transcrições de composições suas nos mais distantes pontos. Procuravam-no, para exaltar feitos próprios ou dos filhos, simples cidadãos e também reis e tiranos. Os contemporâneos e os que se lhe seguiram tiveram-no por insuperável. Conta-se que Alexandre Magno, quando arrasou Tebas, a única casa que deixou de pé foi a de Píndaro.

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