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Um gesto de orgulho, normalmente visto como excessivo (hybris), com que o protagonista da tragédia antiga desafia as leis estabelecidas da moral, ou mostra a sua rebeldia contra a decisão dos deuses, constitui a atitude transgressora em que radica o erro (hamartia) que provocará a sua desgraça.

Esse erro é-lhe revelado como tal, cruamente, num momento, particularmente intenso, de descoberta ou reconhecimento (anagnorisis) – que, não raro, constitui o clímax –, acompanhado por uma mudança brusca da fortuna (peripeteia).

Essa queda permite a consumação da vingança dos deuses (nemesis) na catástrofe que, na maior parte dos casos, se materializa na morte do protagonista.

Aristóteles chama catarse ao efeito de purificação que a tragédia devia produzir na audiência ao suscitar nela a experiência dos sentimentos de terror e de piedade. Sublinhava assim uma função social positiva da tragédia, talvez para contrariar a visão platónica do efeito negativo da poesia.

A expressão deus ex machina designava a personagem divina que, em algumas tragédias, era descida sobre a cena por processos mecânicos, resolvendo-se a intriga de modo artificial, de fora para dentro, e não pelo total desenvolvimento dos elementos dramáticos internos.

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