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erotismo

Alegoria do Triunfo de Vénus (c. 1545), de Bronzino

O erotismo é um factor de activação da sensualidade humana, desencadeada pelo desejo ou por uma promessa de transfiguração ou de superação de um estado. O princípio do desejo, eros, como base do conhecimento humano, e desejo e forma de superação, já aparece em Platão. Como elemento de alteridade, é causa de instabilidade e de uma perturbação dos sentidos, que não é mais do que a súbita e aguda consciência do corpo, e que no conjunto formam uma pulsão transgressora.
O apelo erótico origina-se num excitamento da imaginação, que se orienta para um fim, mas que, longe de se esgotar na consumação sexual, sobretudo se compraz na mobilização da fantasia (de onde as barreiras são abolidas ou erguidas a capricho) e na duração do entusiasmo.
A mundividência cristã, que se impôs ao mundo greco-latino, e em que a civilização ocidental sobretudo assenta, tendeu a preterir os valores do sensual e a valorizar a dimensão espiritual, de tal modo que o corpo e a dimensão carnal acabaram por ser conotados com formas aviltantes e degradadas do amor. Daí que o erotismo tenha adquirido um carácter transgressor, cujas fronteiras são por vezes ténues e mal definidas.
Porém, o erotismo, ou, pelo menos, o «apelo», o «olhar», a «atracção», a «relação», o «acto», o «jogo», o «desejo» ou a «promessa» erótica, foi sempre, ao longo dos séculos, um elemento perene, parte integrante da energia criativa manifestada na literatura e nas artes, segundo critérios históricos e estéticos.

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