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Poeta, compositor e diplomata brasileiro. Formou-se em Direito, estudando depois em Oxford, com uma bolsa de estudo, e, em 1943, ingressou no Itamarati, servindo em diversos postos — Los Angeles, Paris e Montevideu.

Cinéfilo, dedicou-se à crítica cinematográfica na imprensa, fundando a revista Filme, tendo chegado a pertencer ao júri do Festival de Cannes.

A sua peça Orfeu da Conceição, premiada no IV Centenário da Cidade de São Paulo (1954), foi adaptada ao cinema por Marcel Camus, com o título de Orfeu Negro, que obteve a Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 1959, e o Óscar para o melhor filme estrangeiro.

Na década de 1950, afirmara-se como poeta e figura de vulto da segunda geração modernista brasileira, conciliando o classicismo de sonetos e baladas com o modernismo de longos poemas prosaicos. Do inquieto cristianismo inicial — que tivera grandes poetas como Murilo Mendes, Jorge de Lima e Augusto Frederico Schmidt —, evoluiu para uma poesia social (veja-se o exemplo de «Operário em construção»), mas sobretudo uma poesia da mulher, do amor e da sensualidade.

Mas a popularidade de Vinícius veio ainda do seu imenso contributo para a renovação da música popular brasileira conhecida por «bossa nova», a que deu uma singular qualidade como autor das letras e muito pessoal interpretação, associado a compositores e intérpretes da casta de Tom Jobim. Uma canção, «Garota de Ipanema», alcançou mesmo ressonância internacional. Foi depois cantado por todos os grandes

Essa sua associação com a música popular e o carácter vivido da sua erudição poética valeu-lhe alguma injusta menorização (chamavam-lhe o «poetinha»), que ele aceitou, ressalvando porém ser o maior de todos os poetas menores.

Rio de Janeiro, 1913 – 1980

OBRAS
Caminho para a Distância (1933)
Forma e Exegese (1935)
Ariana a Mulher (1936)
Novos Poemas (1938)
Poemas, Sonetos e Baladas (1946)
Pátria Minha (1949)
Livro de Sonetos (1957)
Novos Poemas II (1959)
Para Viver um Grande Amor (poemas e crónicas, 1962)
Poemas de Muito Amor (1982)
Poesia Completa e Prosa (1968, conheceu já diversas edições).

Documentário sobre Vinícius de Moraes.
Vinícius de Moraes: 1, 2, 3, 4 e 5.
Tom Jobim, Chico Buarque e Carlos Drummond de Andrade sobre Vinícius.
Conferência de Ivan Junqueira na ABL: «Vinícius de Moraes: língua e linguagem poética»

Soneto da Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

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