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O título do seu primeiro livro (A Noção de Poema, 1972) revelou desde logo uma atenção muito particular à matéria do seu trabalho – que é menos uma aproximação ao conhecimento da natureza e dos limites do que uma consciência sobre os mecanismos da sua produção, inseparável do próprio processo de escrita.

A sua poesia assenta numa «textualidade» discursiva que, por vezes, se funde e confunde com a prosa, ou que, num movimento de expansão, por vezes se amplia mesmo na prosa. Tal particularidade combina perfeitamente com o universo referencial do autor, corporizando-se singularmente numa atmosfera neo-romântica, pela qual Nuno Júdice estabelece uma indesligável relação com a modernidade e a contemporaneidade.

No labor simbólico e metafórico desta poesia, radicalmente lírica, somos sempre capazes de surpreender uma modernidade genuína e, paradoxalmente, um intrínseco equilíbrio clássico.

Também dramaturgo (Antero, 1979; Flores de Estufa, 1993; Teatro, 2005; O Peso das Razões, 2009), devem-se-lhe, enquanto investigador e professor, estudos sobre o Modernismo português, embora a sua tese de doutoramento seja sobre literatura medieval. Exerceu funções de Conselheiro Cultural em Paris.

Recebeu o Prémio de Poesia do Pen Club por Lira de Líquen (1985), o Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus por As Regras da Perspectiva (1990) e o Prémio da APE por Meditação sobre Ruínas (1994). Em 2003, O Estados dos Campos foi galardoado com o Prémio Cesário Verde “Consagração” e, em 2007, recebeu o Prémio Nacional de Poesia Ramos Rosa. Em 2013 foi distinguido com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana.

Obras poéticas para além das já citadas:

O Pavão Sonoro (1972)
Crítica Doméstica dos Paralelepípedos (1973)
As Inumeráveis Águas (1974)
O Mecanismo Romântico da Fragmentação (1975)
Nos Braços da Exígua Luz (1976)
O Voo de Igitur Num Copo de Dados (1981)
Lira de Líquen (1985)
A Partilha dos Mitos (1982)
A Condescendência do Ser (1988)
Enumeração de Sombras (1989)
Obra Poética 1972-1985 (1991)
Um Canto na Espessura do Tempo (1992)
Meditação sobre Ruínas (1994)
Roseira de Espinho (1994)
O Movimento do Mundo (1996)
A Fonte da Vida (1997)
Raptos (1998)
Teoria Geral do Sentimento (1999)
Poesia Reunida 1967-­2000 (2000)
Cartografia de Emoções (2001)
Pedro, Lembrando Inês (2001)
Poesia Reunida 1967-2000 (2001)
O Estado dos Campos (2003)
Geometria variável (2005)
As coisas mais simples (2006)
A Matéria do Poema (2008)
O Breve Sentimento do Eterno (2008)
Guia de Conceitos Básicos (2010)

Obras em prosa:
Plâncton (1981)
A Manta Religiosa (1982)
O Tesouro da Rainha do Sabá (1984)
Adágio (1989)
A Roseira de Espinho (1994)
A Mulher Escarlate, Brevíssima (1997)
Vésperas de Sombra (1998)
Por Todos os Séculos (1999)
A Árvore dos Milagres (2000)
A Ideia do Amor e Outros contos (2003)
O anjo da tempestade (2004; Prémio Literário Fernando Namora)
O Enigma de Salomé (2007)
Os Passos da Cruz (2009)
Dois Diálogos entre um padre e um moribundo (2010)
O Complexo de Sagitário (2011)
Implosão (2013)

Obra ensaística:
A Era de «Orpheu» (1986); O Espaço do Conto no Texto Medieval (1991); O Processo Poético (1992); Viagem por um século de literatura portuguesa (1997); As Máscaras do Poema (1998); B.I. do Capuchinho Vermelho (2003); A viagem das palavras: estudo sobre poesia (2005); A certidão das histórias (2006); O ABC da Crítica (2010).

n. Mexilhoeira Grande, 1949

Nuno Júdice – página da editora.

 

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