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PWAT079.Castle

Xenofonte foi, antes de mais, um aventureiro. Integrado como mercenário no exército do Ciro, participou na chamada «Retirada dos Dez Mil»*, episódio de que deixou uma descrição saborosa e precisa na sua obra Anábase. Banido de Atenas, dedicou-se, no exílio, a reunir as suas memórias de Sócrates, de quem fora discípulo e a quem dedicou vários livros (Apologia de Sócrates, Memoráveis, Banquete, Económico) embora, espírito prático e superficial, pouco tenha absorvido de essencial do pensamento do mestre. Propôs-se continuar a obra de Tucídides nas Helénicas (compreendendo o período de 411 a 362), mas fica claramente a perder no confronto. Em contrapartida, noutras obras, fala com à-vontade da arte de comandar, da caça, da equitação e do ofício de soldado.

* Dez mil soldados gregos, originários de diversos pontos da Grécia, puseram-se ao serviço de Ciro na guerra por este empreendida contra seu irmão Artaxerxes, herdeiro da coroa. Depois de terem percorrido 3000 quilómetros em seis meses, chegaram às portas da Babilónia. Os Gregos venceram a batalha de Cunaxa, mas Ciro morreu. Atraiçoados pelos Bárbaros e rodeados de inimigos por todos os lados, os Gregos retiraram para a pátria sob o comando de Xenofonte, perseguidos pela fome e pela intempérie, ao longo das montanhas nevadas da Arménia. Chegaram ao Bósforo, depois de terem percorrido outros 3000 quilómetros em sete meses.

c.430 – c.355 a.C.

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