Rubem Braga

Anúncios


Os seus primeiros textos publicados datam de 1928, tinha Rubem Braga 15 anos de idade, no jornal Correio do Sul, em Cachoeiro, fundado por seus irmãos. Frequentou, muito novo, a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, mas foi em Belo Horizonte que concluiu o curso (1932). Nessa cidade, trabalhou no Diário da Tarde, e, além da reportagem, inicia-se no género que o haveria de consagrar: a crónica (a sua primeira recolha, chamada O conde e o passarinho data de 1936). Como jornalista fez a cobertura da revolução constitucionalista de 32 e a campanha da Força Expedicionária brasileira na II Guerra Mundial. Colaborou na imprensa de São Paulo, do Recife, de Belo Horizonte, de Porto Alegre e do Rio de Janeiro e, ainda como jornalista, viajou pelo mundo inteiro. Vivendo em Paris, ao longo do ano de 1950, enviou regularmente as suas crónicas para o Correio da Manhã do Rio de Janeiro. Foi encarregado de negócios do Brasil em Santiago do Chile (1955) e, entre 1961 e 1963, foi Embaixador do Brasil em Marrocos.
Fundador (com Fernando Sabino) da Editora do Autor e, mais tarde, a Sabiá, foi tradutor e publicou um livro de versos. Porém, a parte mais importante da sua vida são as colectâneas de crónicas publicadas primeiro na imprensa: Morro do Isolamento (1944), Um Pé de Milho (1948), O Homem Rouco (1949), Cinquenta Crónicas Escolhidas (1951), Três Primitivos (1954), A Borboleta Amarela (1955), A Cidade e a Roça (1957), Ai de Ti, Copacabana! (1962), A Traição dos Elegantes (1967), Duzentas Crónicas Escolhidas (1977), Pecado de Primavera (1984), Crónicas do Espírito Santo (1984). Nas palavras de João Bigotte Chorão «Para o cronista, tudo lhe é motivo de tema porque nada escapa ao seu olhar sensível: através de uma arte vigiada (graças à qual a crónica se liberta do carácter efémero do jornalismo), o quotidiano e o trivial adquirem os seus títulos de nobreza e conquistam foros de perenidade». A sua prosa leve e visão poética de Rubem Braga contribuiram decisivamente para a fortuna que a crónica literária tem alcançado no Brasil.

Cachoeiro do Itapemirim, 1913 – Rio de Janeiro, 1990

EXPOSIÇÃO: Rubem Braga, Fazendeiro do Ar – Museu da Língua Portuguesa, São Paulo (até 1 de Setembro)

Releituras – resumo biográfico e bibliográfico
Rubem Braga em imagens
Homenagem a Rubem Braga
Homenagem a Rubem Braga
Rubem Braga por Paulo Autran
Recado de Primavera de Rubem Braga a Vinícius de Morais

Anúncios

Anúncios