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Ao longo dos quatro anos, entre 1914 e 1918, a guerra desenvolveu-se em quatro frentes europeias, no Próximo Oriente, nas colónias africanas e asiáticas e nos diversos oceanos e mares.

1914

Frente ocidental
Havia muito que a Alemanha desenvolvera um plano (concebido pelo marechal-de-campo Alfred von Schlieffen) para, em caso de necessidade, infligir uma rápida derrota à França. Esse plano assentava no espírito de ofensiva que dominava o exército francês que, certamente, tomaria a iniciativa das operações, e na convicção de que a França não violaria a neutralidade holandesa, belga, luxemburguesa e suíça.
Porém, o plano posto em execução pelo general Helmuth von Moltke sofreu alterações que o enfraqueceram e lhe retiraram as possibilidades de cumprir a missão, determinando assim o seu fracasso. Os Franceses tinham também o seu plano, igualmente baseado na ofensiva estratégica.
Iniciadas as operações no princípio de Agosto, os Alemães atacaram a Bélgica (2-16 de Agosto), tendo de vencer a resistência oferecida pelos fortes de Liège, enquanto os Franceses (7-10 de Agosto) atacaram na Alsácia, onde foram detidos pelo general Alexander von  Kluk. Terminada a resistência belga, as tropas alemãs invadiram a França (18 de Agosto), ao mesmo tempo que os Franceses iniciaram o que se chamou a «Batalha das Fronteiras», com ofensivas na Alsácia-Lorena (15-21 de Agosto) e nas Ardenas (21-25 de Agosto), sendo batidos na Bélgica, em Charleroi (21-23 de Agosto), tendo os Ingleses sido obrigados a retirar em Mons.
Com o malogro da Batalha das Fronteiras, a França foi forçada a retirar os seus exércitos da ala esquerda (23 de Agosto-4 de Setembro) para os reorganizar na linha La Fère-Laon-Reims-Verdun, ao mesmo tempo que atacava o flanco direito do exército alemão, em movimento. Sem condições para permanecer nessa posição, o exército francês retirou para a linha do Marne, onde, entre 6 e 10 de Setembro, se travou uma batalha decisiva para a futuro da guerra, pois deteve o avanço alemão e marcou o fracasso do seu plano. A partir dela a guerra tomou um novo aspecto, que se designou por «corrida para o mar» em que as forças em conflito procuraram mutuamente envolver o outro pelo flanco ocidental. Esta fase da guerra foi assinalada pelas Batalhas da Picardia (23-30 de Setembro), Artois (20 de Setembro-10 de Outubro) e da Flandres (10 de Outubro-15 de Novembro).

Frente oriental
Contando anular rapidamente a França, a Alemanha optou por uma atitude defensiva relativamente à Rússia, cuja mobilização se fazia lentamente. Por seu lado, a Áustria atacou a Sérvia e a Polónia. Os Russos, a pedido dos Franceses, que precisavam de aliviar a pressão militar, atacaram a Alemanha, em vez de, como tinham previsto, eliminar a Áustria em primeiro lugar. Desse modo, entre 15 de Agosto e 13 de Setembro, ocorreu a ofensiva russa na Prússia Oriental, travando-se as Batalhas de Tannemberg (22-31 de Agosto) e dos Lagos Masurianos (4-13 de Setembro), vencida pelos Alemães. Entretanto, os Austríacos atacaram a Polónia, de onde, devido à contra-ofensiva russa, são repelidos na Batalha de Leopoli (4-15 de Setembro), levando a que a Alemanha viesse em seu auxílio, sendo, no entanto, derrotados em Bzura (16-31 de Outubro), e obrigados a retirar. Um novo ataque (10 de Novembro) foi detido na Batalha de Lodz (Dezembro). Na ausência de superioridade de qualquer dos lados sobre o outro, também na frente oriental se instalou a guerra de trincheiras.

Frente balcânica
A Áustria apressara-se a executar um plano de ataque à Sérvia com o objectivo de impossibilitar a sua intervenção. A ofensiva desenrolou-se entre 12 e 24 de Agosto, mas os Sérvios contra-atacaram (16-24 de Agosto) e obrigaram os Austríacos a retirar. Em 7 de Setembro o exército austríaco retoma a ofensiva e bate os Sérvios na Batalha de Drina (15-25 de Setembro), chegando a ocupar Belgrado. A 3 de Dezembro, os Sérvios, reforçados pelos seus Aliados, contra-atacam e batem a Áustria na Batalha de Rudnik (3-15 de Dezembro), obrigando-os a atravessar o Danúbio. Os Turcos, por seu lado, não intervieram na Europa de forma importante durante o ano de 1914, embora em 3 de Novembro uma esquadra anglo-francesa tivesse bombardeado os Dardanelos.

Próximo Oriente
A Turquia teve tempo de proceder à mobilização do seu exército, de se organizar e de fechar os estreitos sobre os quais detinha poder, pois variados interesses particulares, como por exemplo a importância do petróleo da região, impediu que os Aliados cooperassem eficazmente. Os Russos iniciaram a ofensiva no Cáucaso em Novembro, derrotando os Turcos em Sarikamisc e Ardahan (21-22 de Dezembro). Devido à importância do petróleo da Mesopotâmia, a Inglaterra ocupou Bassorá (22 de Novembro), no golfo Pérsico, sem grande oposição.

Nas colónias
Foram ocupadas as colónias alemãs da Ásia entre Agosto eOutubro, com a colaboração de forças australianas, japonesas e neozelandesas (possessão de Cing-Tao, ilhas Carolinas, Marshall, Salomão, Marianas, arquipélago Bismarck e a Terra do Imperador Guilherme, na Nova Guiné).
Em África as operações assumiram maior envergadura: o Togo Inglês caiu em 27 de Agosto; nos Camarões, embora os Franceses e Belgas tivessem ocupado a costa e penetrado no interior, não conseguiram aniquilar a resistência alemã; no Sudoeste Africano e na África Oriental alemã não se realizaram operações importantes em 1914.

Nos mares
Aos Aliados era essencial garantir as comunicações marítimas, nomeadamente para realizarem reabastecimentos indispensáveis, que recebiam não só dos seus domínios ultramarinos como de todo o Mundo. Os Impérios Centrais, essencialmente continentais, não sentiam tanto essa necessidade, mas impunha-se-lhes criar a insegurança nessas vias de comunicação. Daí a importância e a violência de que se revestiu a guerra naval.
Dado que a supremacia naval pertencia aos Aliados, quer pelas suas posições estratégicas quer pela dimensão das suas armadas, a Alemanha furtou-se a um confronto directo e preferiu realizar acções de desgaste e a utilização de submarinos (a nova arma de guerra) contra os transportes mercantes, militares e civis. Os Aliados atribuíram a direcção da guerra naval nos mares europeus setentrionais aos Ingleses e no Mediterrâneo (com excepção do Mediterrâneo Oriental) aos Franceses. As principais acções foram as Batalhas de Heligoland (28 de Agosto), Coronel (1 de Novembro) e Falkland (8 de Dezembro).

1915

A guerra confirmou, durante o ano de 1915, a tendência para se universalizar. Ambos os blocos se esforçaram para obter novas alianças. A Itália, depois de várias conversações fracassadas com a Áustria, assinou com os Aliados o Pacto de Londres (26 de Abril) e entrou na guerra a seu lado (obrigando a Áustria a fixar tropas nessa nova frente, este facto contribuiu fortemente para evitar o colapso da Rússia). A Bulgária, embalada pelas vitórias dos Impérios Centrais, entra na guerra ao lado destas (14 de Outubro). Os EUA, embora mantendo formalmente o isolacionismo conforme à doutrina de Monroe (5.º presidente norte-americano, eleito em 1816) inclinavam-se para os Aliados, o que se traduziu de modo muito efectivo pelo volume das vendas de material diverso que lhe fizeram (924 milhões de dólares em 1914, 1991 milhões em 1915), contra as feitas às potências centrais (169 milhões de dólares em 1914; 11 milhões em 1915). No domínio militar a ofensiva não conseguiu vencer as posições defensivas e a guerra transformou-se numa «guerra de desgaste».

Frente Ocidental
Apenas com a aproximação da Primavera os dois grupos beligerantes realizaram operações de grande envergadura. Ainda sem um comando unificado, Ingleses e Franceses levaram a cabo várias ofensivas, conduzidas separadamente e que resultaram nas batalhas de Champagne (16 de Fevereiro-17 de Março/ Franceses); Neuve Chapelle (9-19 de Março/Ingleses); Woevre (5-14 de Abril); Artois e Lorette (9 de Maio-25 de Junho/Franceses e Ingleses). A estes ataques responderam os Alemães com a ofensiva de Ypres (22 de Abril), em que, pela primeira vez, se empregaram gases asfixiantes, e de Verdun (Junho e Julho). Após a Conferência de Chantilly (7-10 de Julho), os Aliados decidiram realizar uma grande ofensiva no Outono, para aliviar a pressão que o exército russo sofria: a 2.ª Batalha da Champagne (25 de Setembro-fim de Outubro/Franceses) e a 3.º Batalha do Artois (25 de Setembro-fim de Outubro/Ingleses), que não obteve qualquer êxito estratégico.

Frente Oriental
Austríacos e Alemães realizaram, no Inverno, duas ofensivas com o objectivo de melhorar a sua situação geral e expulsar os Russos da Galícia e da Prússia Oriental. Ambas as operações se goraram, detendo o inimigo apenas depois da perda da Prússia Oriental (Batalha de Prasnitz, 22-26 de Fevereiro).
Ao invés, a ofensiva lançada no sector de Gorlice-Tarnow (2 de Maio-fim de Junho) foi bem-sucedida, recuperando a Galícia. Os Russos conservaram ainda Bucovina. O êxito animou os Alemães a realizarem uma ofensiva geral na frente russa, que teve início em 13 de Julho e terminou em fins de Setembro, obrigando os Russos a abandonarem sucessivamente toda a Polónia, Volynia, Curlândia e Lituânia, até estabelecerem uma nova frente que ia de Riga ao Dniestre.

Frente balcânica
Entre Outubro e Dezembro a ofensiva desencadeada por Austríacos, Alemães e Búlgaros conduziu à conquista da Sérvia. O bombardeamento dos fortes dos Dardanelos, com o fim de manter abertas as comunicações com o mar Negro e afastar a atenção dos Turcos do Suez, não surtiu o efeito desejado, pois acabaram por despertar a atenção de Alemães e Turcos. Os resultados não foram atingidos, e a acção só teve por consequência alertar a atenção dos Alemães e dos Turcos. O desembarque dos Aliados em Gallipoli (25 de Abril) seria igualmente frustrada (Janeiro de 1916).

Frente italiana
Os Austríacos decidiram, como medida defensiva estratégica, fortificar as suas fronteiras, sobretudo ao longo do rio Isonzo, que seria o ponto pelo qual realmente os Italianos acabaram por atacar (23 de Junho). Até 5 de Dezembro, os Italianos bateram-se aí (nas quatro batalhas de Isonzo) sem lograrem ultrapassar a linha.

Próximo Oriente
O Canal de Suez foi alvo de um ataque turco, no início de Fevereiro. Em Outubro, os Árabes, incitados pelos Ingleses, revoltaram-se e proclamaram-se independentes da Turquia. Na região mesopotâmica, os Ingleses desencadearam uma ofensiva ao longo do vale do Tigre e ocuparam sucessivamente Amara (31 de Maio) e Kut-el-Amara (29 de Setembro), enviando posteriormente uma coluna em direcção a Bagdade, que foi detida pelos Turcos em Ctesifonte (22 de Novembro), sendo os Ingleses obrigados a abandonar Kut-EI-Amara.

Nos mares
No Mediterrâneo, gorou-se a referida ofensiva de Ingleses e Franceses contra os Dardanelos.. No mar do Norte os Alemães foram batidos em Dogger-Bank (24 de Janeiro) e iniciaram a guerra submarina em 4 de Fevereiro.

1916

Continuação da guerra de desgaste, embora a Alemanha, acusando o desgaste, tenha tentado provocar negociações para a paz, através de países neutros, que Londres e Paris rejeitam. Os Aliados, por seu lado, utilizaram o bloqueio naval e o desembarque de tropas no litoral grego na tentativa de forçar a Grécia a entrar na guerra ao seu lado, facto que conseguiram com a Roménia, embora esta tivesse sido rapidamente derrotada. A Alemanha instituiu um comando comum das forças dos Impérios Centrais, cujo comandante supremo era o Kaiser, secundado por Hindenburg.

Também os Aliados melhoraram a sua cooperação depois da 2.ª Conferência de Chantilly (12 de Março). Em Agosto, Portugal entrou na guerra ao lado dos Aliados, e a sua colaboração foi da maior importância para a luta anti-submarina pela posição estratégica dos seus portos. A ofensiva dos Alemães na frente ocidental registou um novo alento com a grande ofensiva de Verdun, mas que redundou em fracasso.

Frente Ocidental
 O ataque alemão de 2 de Fevereiro em Verdun resultou numa das maiores batalhas de toda a guerra, durando até fim de Agosto. Os Aliados atacaram no Somme (1 de Julho) e travaram uma outra batalha que duraria até 13 de Novembro.

Frente Oriental
Antecipando a ofensiva acordada em Chantilly, a Rússia, cujo exército entretanto se reequipara, atacou a Norte, na direcção do lago Nerod (12-30 de Março), sem grandes resultados práticos, e a Sul, na direcção de Luzk (4 de Junho-fins de Julho), com êxitos espectaculares, repelindo os Austríacos e colocando-os em situação muito delicada. Em Julho os Russos tomam a Bucovina e parte da Galícia, avançando até aos Cárpatos. Do lado alemão e austríaco, o desastre total foi evitado a custo pelo general Hindenburg.

Frente balcânica
Declarada a guerra (27 de Agosto), imediatamente a Roménia se lançou numa ofensiva em direcção à Transilvânia. Alemães, Turcos e Búlgaros contra-atacaram em 1 de Setembro, batendo os Romenos em Silin e Hermannstadt (26-29 de Setembro) e obrigando-os a retirar. Os Alemães voltam a bater os Romenos em Turgu-Gin (15-16 de Novemhro), Arges (4 de Dezembro), ocupando Bucareste (6 de Dezembro). Esta campanha permitiu aos Alemães manter as suas ligações com a Turquia e dispor dos grandes recursos em trigo e petróleo, em que a Roménia, agora ocupada, era rica. Por sua vez, os Búlgaros atacam em direcção a Florina (17 de Agosto).

Frente italiana
Na Primavera, quando os Italianos retomaram a ofensiva, travou-se a 5.ª Batalha de Isonzo (11-29 de Março), com escassos resultados. Os Austríacos, convencidos de que a frente oriental não apresentava mais problemas, resolveram passar à ofensiva na frente italiana, atacando no sector de Trento (15 de Maio). Depois de alguns êxitos iniciais, o avanço foi detido pelos Italianos, que, por sua vez, contra-atacaram (14 de Julho). Entretanto, no sector do Isonzo, entre  4 de Agosto e 4 de Novembro, travaram-se mais quatro batalhas.

Próximo Oriente
Na frente do Cáucaso, um ataque russo conquistou Erzerum (16 de Fevereiro), Trebizonda (13 de Abril), alcançando a Pérsia. Na Mesopotâmia o exército russo manteve o sítio de Kut-El-Amara, acabando por obrigar os Ingleses a capitular (28 de Abril). Uma tentativa turca de se aproximar do Canal do Suez foi repelida em Romani-Katia (4-5 de Agosto).

Nos mares
No domínio naval, os Alemães deram maior incremento à guerra submarina e uma maior utilização das unidades de superfície. Os aliados tiveram de aperfeiçoar o seu sistema defensivo e vigiar as rotas marítimas. O maior recontro naval travou-se no golfo da Jutlândia (31 de Maio), entre as esquadras alemã e inglesa.

1917

Após uma nova conferência em Chantilly (Novembro de 1916), os Aliados tentaram estabelecer um plano de acção conjunta. A Alemanha manteve uma atitude sobretudo defensiva, o que não obstou à utilização dos submarinos com o objectivo de cortar as comunicações marítimas dos inimigos. Em Novembro, retirou da Polónia para fazer fracassar uma anunciada ofensiva Aliada.
A Revolução na Rússia (Março) depôs o czar e começou a instalar o poder soviético, depois de ultrapassado o governo Kerenski, e afasta definitivamente o país da guerra com o Armistício de Brest-Litovsky (12 de Novembro).
A entrada dos EUA na guerra (5 de Abril) veio compensar de algum modo a situação criada, abrindo um novo período na história da guerra e conferindo a este país um papel arbitral nos equilíbrios do mundo.
A longa duração da guerra provocou uma depressão geral, não só entre os Aliados como entre os Impérios Centrais, a que escapou apenas a Inglaterra. A França debate-se em fortes crises políticas sucessivas, até Clemenceau assumir a chefia do Governo; essa crise chegou ao próprio exército, que quase chega à rebelião, habilmente dominada pelo general Pétain, novo comandante-chefe.

Frente Ocidental
Os Alemães retiram para a Linha Siegfried, a partir de 17 de Março, devastando toda a zona compreendida entre as duas posições.
Entre Abril e Maio desencadeia-se a projectada ofensiva aliada (Batalha do Aisne), que no entanto fracassou. Os Ingleses levam a cabo sozinhos uma ofensiva na Flandres (Junho-Novembro), enquanto os Franceses se limitam a realizar um ataque em Malmaison (Outubro).
Nos finais do ano (20-23 de Novembro), surgiu a utilização da surpresa como arma táctica. Os Ingleses prepararam, no maior segredo, um ataque em Cambraia, com grande número de tanques e forte apoio de artilharia, conseguindo o êxito estrondoso, fazendo avançar as trincheiras 10 km em 10 horas. Porém, o contra-ataque alemão anulou os resultados obtidos.

Frente Oriental
Na Rússia, em plena revolução, lutando contra a influência dos grupos neutralistas e germanófilos, o governo Kerenski desencadeou uma acção ofensiva contra os Austríacos na Galícia (1-19 de Julho). Os Alemães, por seu lado, fizeram cair contra Riga (1-3 de Setembro), tomando sucessivamente Jacobstadt e as ilhas da Estónia.

Frente balcânica
Um novo ataque italiano deu lugar à 10.ª Batalha de Isonzo (12 de Maio-7 de Junho), à Batalha de Ortigara (10-25 de Junho) e à 11.ª Batalha de Isonzo (17 de Agosto-meados de Setembro). A fim de aliviar a pressão italiana, os Alemães reforçam o exército austro-húngaro e lançam uma ofensiva (12.ª Batalha de Isonzo, 24 de Outubro-9 de Novembro), conseguindo penetrar profundamente no dispositivo inimigo. Reorganizado, o exército italiano opôs decisiva resistência na Batalha de Asiago (10 de Novembro-26 de Dezembro).

Próximo Oriente
Em Janeiro, os Ingleses atacaram novamente a região mesopotâmica, atingindo Bagdade (11 de Março). Na Palestina, lançaram dois ataques fracassados a Gaza (25-27 de Março e 19 de Abril), mas sendo mais bem-sucedidos em Bir-Seba (31 de Outubro), que obrigou os Turcos a retirarem; ocuparam Jaffa (16 de Novembro) e, finalmente, entraram em Jerusalém em 11 de Dezembro.

Nos mares
No último dia de Janeiro, a Alemanha enveredou pela guerra submarina plena, tentando obter rapidamente a decisão da guerra através do corte de abastecimento aos Aliados. Todavia, foi essa atitude que levou à entrada dos EUA na guerra.
Os Aliados fizeram face aos ataques submarinos, criando novos meios de combate e destruição e construindo navios em número superior ao afundado. No mar no Norte a esquadra inglesa atacou as bases alemãs de submarinos em Ostende e Zeebrugge (13 de Abril). No Adriático a esquadra italiana fechou o canal de Otranto e a alemã ocupou as ilhas do golfo de Riga (12-18 de Outubro).

 1918

Depois do armistício com a Rússia, a Alemanha iniciou as negociações para a paz, em que tentou incluir os restantes países seus aliados. Em face do arrastamento das negociações com os Russos, os Alemães invadiram novamente a Rússia, que acabou por assinar a paz em 3 de Março. A paz com a Roménia foi assinada a 7 de Maio, em Bucareste.
Os Impérios Centrais, libertos da frente de Leste e perante a ameaça americana, atacaram rapidamente a Oeste. Contudo, esse esforço vai ser contrariado por incapacidade da Áustria.
Os Aliados decidiram manter-se na defensiva (Conferência de Versalhes, em Janeiro-Fevereiro), aguardando a chegada do grosso das tropas americanas, prevista para 1919. Entretanto, iniciara-se a criação de um comando único da guerra, com o general Foch como comandante-chefe de todas as forças aliadas. Os EUA, por sua vez, aceleraram o envio de tropas para a Europa.
A Áustria (14 de Setembro) pediu aos países neutros e à Santa Sé uma reunião preliminar para estudar negociações de paz, que não foi aceite pelos Aliados.
Em 14 de Outubro o Governo alemão, por intermédio do príncipe Baden, tentou tratar, junto do presidente Wilson, das condições de paz, mas elas eram de tal modo duras que a Alemanha recuou.
Em 11 de Novembro, depois da abdicação do Kaiser, a Alemanha solicitou o armistício sem condições, terminando assim a guerra.

Frente Ocidental
Concentrando as suas tropas, os Alemães lançaram-se numa ofensiva  entre 21 de Março e 25 de Abril, dando lugar às Batalhas da Picardia e da Flandres, onde as tropas portuguesas do C.E.P se distinguiram em La Lys (9 de Abril). Estas batalhas, apesar de terem rompido a frente inimiga, apenas deram aos Alemães vitórias tácticas. De 27 de Maio a 13 de Junho os Alemães lançaram a sua segunda grande ofensiva. Com o objectivo de separar os Ingleses dos Franceses, lançaram um ataque desesperado em dois sectores: a Sul, no Caminho das Damas (entre Reims e Soissons) e a Norte, na Flandres. Com o primeiro, os Alemães chegaram rapidamente a Chateau-Thierry (no Marne). Depois destas batalhas, o moral das tropas alemãs começou a vacilar, por verem que o seu esforço não levara a uma decisão final. Apesar disso, os Alemães desencadearam uma terceira ofensiva no Marne (15 de Julho-7 de Agosto), que foi detida pelos Aliados. Em 8 de Agosto, os Aliados iniciaram uma ofensiva geral sem tréguas.

Frente balcânica
Na Albânia o exército italiano avançou até Malacastra (Maio), continuando a progredir em Julho, sendo o avanço detido em Agosto por uma contra-ofensiva austríaca que recuperou parte do território perdido, até que nova ofensiva italiana (Setembro-Outubro) conquistou grande parte do território albanês. Na Macedónia foi levado a cabo um ataque aliado em 15 de Setembro e terminou em 30 de Outubro pelo Armistício de Salónica.

 Frente italiana
Os Italianos reorganizaram o seu exército no período entre o fim do ano de 1917 e o Inverno de 1918 foram destinados pelos Italianos à reorganização do exército, não deixando de realizar algumas acções tácticas, como a Batalha dos Três Montes (27-28 de Janeiro). Em compensação, os Austríacos lançaram (15 de Junho) uma poderosa ofensiva contra a frente italiana — Batalha de Piave — que acabou por ser detida pelos Italianos, que, por sua vez, lançaram uma contra-ofensiva (29 de Junho-7 de Julho). A última ofensiva italiana — Batalha de Vittorio Venetto (24 de Outubro-30 de Novembro) — levou a Áustria a solicitar o armistício.

Próximo Oriente
Os Turcos tomam a iniciativa das operações contra os Russos, na Geórgia, na Arménia e no Azerbaijão. Na Mesopotâmia, os Ingleses tomaram Mossul (Outubro), enquanto, de 19 de Setembro a 30 de Outubro, ocuparam a Síria.

Ver I Guerra Mundial
Ver Corpo Expedicionário Português
Ver Tratado de Versalhes
Um bom acervo de informações, mapas, fotografias, cartazes, batalhas e outras aqui.

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