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O Congresso de Viena, acontecimento marcante do século XIX, reuniu-se entre Outubro de 1814 a Junho de 1815 e juntou dezenas de diplomatas e soberanos para pôr termo à longa guerra travada entre a França napoleónica e outras nações e devolver estabilidade e paz à Europa, assentes num novo equilíbrio que, entre outros aspectos, se traduziu numa divisão territorial acordada entre as potências.
Contavam-se entre os pontos tratados a partilha da Polónia entre a Áustria, a Prússia e a Rússia; o estatuto da Confederação Germânica; a definição das fronteiras da Bélgica, dos Países Baixos e do Luxemburgo; a neutralidade da Confederação Helvética; etc.
A acta final do congresso, assinada em Junho de 1815 pelos delegados da Áustria, Espanha, França, Inglaterra, Portugal, Prússia, Rússia, Suécia e Noruega, assinada resume as decisões:
A Inglaterra recebeu o Hanôver, Malta, as ilhas jónicas, o Cabo, Ceilão e a ilha Maurícia; a Rússia obteve a Finlândia, a Bessarábia e a parte principal da Polónia; a Posnânia coube à Prússia, bem como Dantzig, a Pomerânia, um terço do Saxe e a Renânia; a Áustria retomou a Dalmácia, o Tirol, a Galícia e passou a exercer um semi-protectorado sobre toda a Itália. O chanceler alemão, Metternich, organizou uma confederação alemã (38 estados), dirigida pela Áustria e a Prússia. A Holanda, unida à Bélgica, formou o reino dos Países Baixos. A neutralidade suíça foi assegurada. A Suécia recebeu a Noruega; a Dinamarca foi acrescentada com o Schleswig-Holstein. O destino da França foi regulamentado pelos dois tratados de Paris, o de Maio de 1814 (na sequência do Tratado de Fontainebleau, acordado em Abril de 1814, que fixou o exílio de Napoleão em Elba) que reinstalou os Bourbon no trono, com Luis XVIII, e o de 1815, mais severo, após a derrota de Waterloo.
Este novo desenho do mapa da Europa não teve em conta as diversas aspirações nacionalistas, que haveriam de vir a perturbar a nova ordem.
Portugal foi representado, inicialmente, pelo conde de Palmela e por António de Saldanha da Gama, mais tarde pelo conde de Porto Santo e por D. Joaquim Lobo da Silveira (futuro conde de Oriola). O Congresso de Viena concedeu a Portugal uma indemnização de 300 000 libras, que a Inglaterra teria de prestar pelo apresamento de navios durante o conflito, e garantiu ainda uma indemnização de guerra de 2 milhões dos 700 que a França era obrigada a pagar às outras potências. A Guiana, conquista portuguesa, foi restituída à França; foi determinada a abolição do tráfico dos escravos, que Portugal se comprometeu a proibir ao Norte do Equador; foram anulados os tratados anglo-portugueses de 1810. Foi ainda reconhecido o direito à reentrega de Olivença, que nunca chegou a efectuar-se.

Congresso de Viena: explicação e mapa animado.
Mais informação aqui.
Correia, Maldonado, «Congresso de Viena – Fórum da Diplomacia Conservadora no Refazer da Carta Europeia», em Nação e Defesa.

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Congresso de Viena: Klemens Wenzel Von Metternich (Príncipe da Áustria), Karl August Von Hardenberg (Príncipe da Prússia), o chanceler Wilhelm Von Humboldt, Charles Maurice de Talleyrand Périgord (França)

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Mapa da Europa após o Congresso de Viena

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