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Tito Mácio Plauto deixou-nos vinte e uma comédias:

Amphitruo (Anfitrião)
Asinaria (Comédia do Asno)
Aulularia (O Pote de Ouro) – Ler tradução espanhola
Bacchides
Captivi (Os Cativos)
Casina
Cistellaria
Curculio
Epidicus
Menaechmi
Mercator (O Mercador) – Ler estudo e tradução brasileira
Miles Gloriosus (Soldado Fanfarrão)
Mostellaria (A Comédia do Fantasma)
Persa
Poenulus
Pseudolus
Rudens
Stichus
Trinummus
Truculentus (Truculento – ler em tradução portuguesa)
Vidularia

O mundo que se desenha no teatro de Plauto é o grego e não só por fidelidade à origem da comédia e às fontes utilizadas: a proximidade da acção expunha mais o autor à comparação com situações e personagens do seu próprio tempo. Diz o Prof. Américo da Costa Ramalho: «O mundo da comédia plautina é grego, porque tal era na origem; e também porque assim convinha à ficção teatral, diminuindo os riscos de acusação de calúnia ou de imoralidade contra o autor romano. Deste modo, o jovem (adulescens) que se envolve em aventuras amorosas fora do casamento, ou a sua livre companheira (meretrix); o velho (senex), seja ele apaixonado ou rezingão; o escravo (servus) que alegre e astutamente ajuda o adulescens a extorquir dinheiro ao senex, seu pai, para a vida dissipada que leva; o parasitus (parasita), serviçal e adulador; o leno, dono ou patrão da meretrix, todos se apresentam como gregos (mas o parasita Curculio, por excepção, tem nome latino)».
As suas peças, de grande sucesso, ostentam um notável sentido lúdico da linguagem, sublinhado pela componente musical, embora o leque de situações dramáticas não seja muito grande: situações amorosas envolvendo personagens mais ou menos fixas (um velho pai, um escravo, um rival e uma amada de baixa condição, cujo casamento se torna possível, pela descoberta, em última instância, do seu verdadeiro nascimento).
A influência de Plauto na literatura posterior, sobretudo a partir do Renascimento foi grande: Menaechmi (Os Menecmos, irmãos gémeos) inspiraram a Comedy of Errors de Shakespeare; a Aulularia é fonte de L’Avare de Molière; e o Amphitruo (Anfitrião) teve numerosas imitações, entre as quais três em língua portuguesa: Luís de Camões, Auto dos Enfatriões (séc. XVI); António José da Silva, Anfitrião ou Júpiter e Alcmena (séc. XVIII); e o brasileiro Guilherme Figueiredo, Um Deus Dormiu Lá em Casa (séc. XX). As mais famosas versões modernas são Amphitryon: ein Lustspiel nach Molière (1807), de Heinrich von Kleist; e Amphitryon 38 (1929), de Jean Giraudoux. Em 1962, um «musical» americano, A funny thing happened on the way to the Forum, inspirado livremente em Casina, Pseudolus e Mostellaria, alcançou grande êxito na Broadway.

Sársina, Úmbria, c.254 a.C.-184 a.C.

As Comédias de Plauto têm edição portuguesa, publicada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (2 volumes, 2006-2009), com Introdução geral de Aires Pereira do Couto, Introdução, tradução do latim e notas de Carlos Alberto Louro Fonseca, Aires Pereira do Couto, Walter de Medeiros, Cláudia Teixeira e Helena Costa Toipa.

O Anfitrião de Plauto: Uma tragicomédia?, por Zélia de Almeida Cardoso.
Análise Tipológica do Senex em Plauto, por Fernanda Messeder Moura.
A rivalidade pai/filho no Mercator de Plauto, por Aires Pereira do Couto.

 

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