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Dominicano que, terminados os estudos, se dedicou ao ensino até ser eleito arcebispo de Braga em 1558. Foi mestre do prior do Crato e participou no Concílio de Trento – 18.º concílio ecuménico da Igreja Católica que se realizou, com várias interrupções, entre 1545 e 1563; não conseguiu fazer voltar os protestantes à obediência de Roma, mas realizou um aprofundamento da doutrina e uma reforma disciplinar, base do renascimento católico dos séculos XVI e XVII – onde defendeu a primazia bracarense, vendo aí também celebrada a sua competência doutrinal, tendo sido o primeiro prelado a executar os decretos tridentinos, em sínodo realizado em 1564, apesar da resistência que encontrou na sua igreja face à reforma tridentina. Preocupou-se com a formação do clero, bem como com a instrução e moralização dos fiéis, defendendo uma administração rigorosa dos bens eclesiásticos.
Dedicou muito da sua vida à acção pastoral e teve papel de grande relevo durante as epidemias de peste (1570) e de fome (1574). Reorganizou o Colégio de S. Paulo, que entregou à Companhia de Jesus para aí desenvolverem a acção de instrução da juventude, criando a cadeira de «Casos de Consciência» e atribuindo bolsas de estudo aos clérigos mais pobres.
Em 1580 manteve-se numa posição neutra, aguardando a sentença acerca do direito de sucessão definida pelas cortes. Nas Cortes de Tomar reafirmou a primazia bracarense. O papa Gregório XIII atendeu à sua idade e falta de saúde, aceitando a resignação no final de 1581, protestada pelo povo que o queria ver restituído às suas funções. Tendo morrido com fama de santidade, foi decretada, em 1845, a heroicidade das suas virtudes.
O retrato físico e moral desta figura e vigorosa personalidade foi traçado na obra fundamental de Frei Luís de Sousa, Vida do Arcebispo (1619).

Lisboa, 1514 – Viana do Castelo, 1590

OBRAS
Theologica Scripta (6 vols. de comentários a S. Tomás)
Stimulus Pastorum
Compendium Spiritualis Doctrinae
Considerationes ad Praedicandum
Annotationes in Davidicos Psalmos
Summa Conciliorum Omnium.

A beatificação de D. Frei Bartolomeu dos Mártires e os Dominicanos, por Frei Miguel dos Santos, OP
Uma viagem a Itália no Século XVI: D. Frei Bartolomeu dos Mártires, a arquitectura, a escultura e as porcelanas, por Eduardo Duarte
D. Frei Bartolomeu dos Mártires e o Colégio de S. Paulo de Braga, por Manuel A. Rodrigues
Itinerários: Frei Bartolomeu dos Mártires, Aldemira e a visitação de Roma, por Sara Augusto
De Braga a Roma – Relíquias no caminho de Frei Bartolomeu dos Mártires, por Maria de Fátima Castro
O arcebispo de Braga, Frei Bartolomeu dos Mártires (1559-1582). Um caso de inquisição pastoral?, por Giuseppe Marcocci.
Túmulo de Frei Bartolomeu dos Mártires.

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