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Espanhol, poeta, filho do poeta Leopoldo Panero (1909-1962) – que publicou em 1953 um Canto Pessoal em contraponto ao Canto Geral de Neruda – e da escritora Felicidad Blanch (1913-1990), irmão do poeta Leopoldo María Panero (1948-2014) e sobrinho do poeta Juan Panero (1908-1937). Frequentou diversos cursos – Direito e Filosofia e Letras – sem terminar nenhum deles. Estudaria Literatura mais tarde, quando viveu em Londres e Paris, e viajado por vários continentes, fixando-se durante algum tempo no México.

O seu primeiro livro de poesia foi A través del tiempo (1968) no qual se evidencia uma visão existencialista iminentemente centrada na experiência individual e pessoal. O pessimismo atravessa toda a sua poesia – na qual o tema do suicídio surge recorrentemente – ainda que o amor vá de par com o amargor. A sua primeira colectânea poética, publicada em 1984 com o titulo Juegos para aplazar la muerte, impressionou os poetas mais jovens, sobre quem exerceu influência.

Madrid, 1942 – Torroella de Montgrí, Girona, 2013

OBRAS
Los trucos de la muerte (1975)
Desapariciones y fracasos (1975)
Testamento del náufrago (1983)
Antes que llegue la noche (1985) – Prémio Ciudad de Barcelona
Galería de fantasmas (1988) – Prémio Internacional de Poesia (Fundação Loewe)
Los viajes sin fin (1993)
Enigmas y despedidas (1999)
Sín rumbo cierto (2000) – Prémio Comillas de Biografia, Autobiografia e Memórias
La memoria y la muerte (2009 – toda a obra publicada)

JUEGOS PARA APLAZAR LA MUERTE
Descobrir en outro
la palabra precisa,
la desolada matéria del sueño,
inmóvil, fija sobre el papel.
Palabra que nombra fantasmas
pero también llamaradas de vida
y – al fondo – el eco del mar,
su perdurable presencia momentánea,
olas y horas, sílabas y símbolos.
Todo lo que nos queda, todo y nada:
juegos para aplazar la muerte.

em Desapariciones y Fracasos (1978)

A VECES, MUY RARAMENTE
Cuanda poco en la vida nos consuela
del tiempo, esse verdugo indiferente,
a vezes, muy raramente, en la monotonía de la noche,
entre repetidos sueños, surge una imagen
que refleja la ilusión que allí dejamos,
y un rostro – su remota apariencia – reconstruye
una intensa instantánea de felicidad.
Cuando tan misterioso privilegio nos llega,
despertarse después es vivir el infierno:
no aquel juego grotesco de llamas y demónios,
sino el demonio de la luz de nuevo,
el fuego del primer cigarrillo.

em Las viajes sin fin (1993)

Imagens e conversas no lançamento de Sín Rumbo Cierto na Llibreria 22, em Girona.
Juan Luís Panero na abertura das X Jornadas Poéticas da Associação Colegial dos Escritores da Catalunha, em 2011.
Fragmentos do documentário sobre os Panero El Desencanto (1976), de Jaima Chavárri.
Después de tantos años (1994, de Ricardo Franco), documentário biográfico-documental integral sobre os Panero  e de certo modo a continuação do filme de Chávarri.

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