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HISTÓRIA – Da fundação ao século XVI
Rus´, o antigo estado russo ou Rússia antiga (Drevnerusskoie goçudarstvo), formado na segunda metade do século IX nos territórios dos eslavos orientais, que ocupavam a mesmo região da planície da Europa Oriental (Vostotchno-ievropeiskaia), foi o maior da Europa e o seu centro era Kiev.
Chefiado pelo Grão-Príncipe de Kiev, apoiado na classe militar dos fidalgos (drujina, ou tropas dos príncipes), nele se desenvolveram relações de tipo feudal (reforçadas com cristianismo a partir de 988) e um corpo de preceitos que, a partir dos séculos XI e XII, se tornou dominante, com o nome de Russkaia Pravda ou «verdade russa», uma das fontes de fortalecimento do Estado.
Assim, este Estado da Rússia antiga lutou longamente e com êxito contra as aspirações do Império Bizantino a dominar a costa norte do Mar Negro e contra os povos nómadas que chegaram a partir da segunda metade do século XI.
Porém, no século XII, a antiga Rus’ foi dividida em treze territórios independentes, um desmembramento feudal que implicou uma nova forma de organização social. Desse desmembramento resultou um período de prosperidade económica e desenvolvimento cultural na região, com saliência para os principados Galitsko-Volynskoie (sudeste), Vladimiro-Suzdalskoie (nordeste) e a República dos Boiardos de Novgorod (noroeste). Novgorod tornou-se um grande centro do comércio com os países da Europa Ocidental e Central. Uma das cidades do condado Vladimiro-Suzdalskoie, fundado pelo príncipe Yuri Dolgoruki, era Moscovo, mencionada pela primeira vez numa crónica de 1147 e destinada a ser capital do Estado Russo.
Durante o período de desmembramento, ferozes guerras internas entre príncipes acabaram por enfraquecer a região perante ameaças externas. Em 1223, na batalha do Rio Kalka, as forças conglomeradas pelos príncipes russos foram derrotadas pelo exército mongol-tártaro de Tchinguiz Khan, ou Gengis-Khan, que fundou o primitivo estado feudal das tribos nómadas dos mongóis.
Em 1237-1240, o chefe mongol Batyi conquistou as terras russas do nordeste, do sul e do sudeste. Porém, as tropas de Batyi, enfraquecidas pela tenacidade da resistência russa, não conseguiram avançar para a conquista da Europa Ocidental. Em 1242, o mongol suspendeu a ofensiva e retirou-se para as estepes entre os Rios Volga e Don, onde fundou (1243) o estado Zolotaia Orda (Horda Áurea).
As terras russas do nordeste, os principados de Novgorod e Riazan, preservaram o estatuto de estados, ficando, no entanto, sob o jugo da Horda Áurea. As terras russas do sul e do sudeste conquistaram a Polónia e o Grão-Principado Lituano.
Novgorod, que não fora conquistada por Batyi, conseguiu repelir a agressão germano-sueca das cruzadas. Os suecos foram derrotados em 1240 pelas tropas do príncipe Alexandre Nevski na batalha do Rio Neva. Em 1242, as tropas deste príncipe derrotaram a cavalaria alemã no gelado lago Peipus, a 5 de Abril de 1242, impedindo o avanço do agressor para Oriente.
No limiar dos séculos XIII-XIV começou a desenvolver-se, no Nordeste, na região do antigo principado Vladimiro-Suzdalskoie, uma vontade de reunificação das terras russas em prol da formação de um Estado único. Ivan I Danilovitch (c. 1304-1340), grão-duque de Vladimir e príncipe de Moscovo, manteve com dureza férrea a ordem nos seus domínios, vencendo a oposição dos rivais. Atraiu colonos e comerciantes estrangeiros e converteu Moscovo em centro religioso. Intitulou-se «Príncipe de toda a Rússia» que, no entanto, não chegou a unificar.
Perante a necessidade de libertar as terras russas do domínio da Horda e de defender os territórios da Polónia e da Lituânia, o processo de reunificação foi acelerado. Encabeçada pelo principado de Moscovo, ocorreu em paralelo com a libertação da Horda. Em 1380, as tropas de Dmitri Donskoi derrotaram, em Kulikov, as tropas do khan Mamai, enfraquecendo bastante o seu domínio. Em 1480, junto ao Rio Ugra, a Horda foi decisivamente derrotada.
Na segunda metade do século XV e no início do século seguinte, durante o período dos governos dos grandes príncipes moscovitas Ivan III (1462-1505) e Vassili III (1505-1533), conglomeraram-se vários territórios russos para a formação de um estado russo unido, multinacional e dotado de um governo central. A centralização política fora apressada, sem reforço de uma centralização económica, sem um efectivo desenvolvimento de uma burguesia. Em contraste com a Europa Ocidental, desenvolveu-se na Rússia outro tipo de estado: uma monarquia absoluta de escravidão, governada pelo poder despótico do czar, de quem dependiam os camponeses e os habitantes de cidades.
No século XVI, o território do Estado russo aumentou significativamente, em resultado da colonização camponesa e da anexação de Kazan, Astracã e da Sibéria, formadas depois do domínio da Horda de Ouro. Passaram a integrar-se na Rússia os territórios desabitados do Norte, dos Urais, do Médio e Baixo Volga e da Sibéria Ocidental. Ainda no século XVI foram desbravadas as estepes que separavam o Estado Russo da Crimeia.
No início do século XVI, foram feitas reformas que deram azo à estratificação das classes sociais e à formação de órgãos próprios de autogoverno. Em meados do mesmo século formou-se uma monarquia, com órgãos consultivos e legislativos (Boiarskaia Duma e Zemski Sobor), representativa de várias classes sociais.
Em 1547, Ivan IV Vassiliovitch, filho de Vassili III e conhecido como Ivan, o Terrível tornou-se o primeiro czar russo aos 16 anos de idade. Desequilibrado, sujeito a frequentes ataques de fúria, começou, desde muito novo, a dar provas do seu feitio doentio e desumano. Escolhendo um caminho do reforço do poder do czar e do Estado, implantou um regime de terror geral e um sistema de represálias que recebeu o nome de oprítchnina (1565-1572). Em conjunto com a longa guerra contra a Livónia, actual Lituânia, entre 1558 e 1583 ­– cujos desastres agravaram o seu estado mental e o levaram a cometer diversas barbaridades – o terror de oprítchnina contribuiu para a ruína económica do país. Perante a nova situação, foi estabelecido um sistema estatal de servidão dos camponeses e dos habitantes das cidades (continua).

Engineering na Empire: Russia.
The Mongol Invasion of Ancient Rus’
History of Russian Empire

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