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GabrielGarciaMarquez

Trocando os estudos de Direito, em Bogotá e Cartagena, pelo jornalismo, foi também nos jornais que começou a publicar, nos finais da década de 40, os primeiros contos e textos de crítica. Como correspondente de El Espectador esteve na Europa, aonde voltaria depois de ter viajado ao serviço da agência noticiosa cubana e de ter trabalhado na Cidade do México, nos anos 60. Publicou a sua primeira novela, em conjunto com outras histórias, em 1955 — La hojarasca. Aí aparece, desde logo, Macondo, o lugar imaginário de muita da sua ficção, um pouco à semelhança do que fez Faulkner com o condado de Yoknapatawpha. Do mesmo modo, aí esboça já os traços essenciais do que se convencionou chamar «realismo mágico», que tornaram inconfundível a prosa sul-americana (e muito haveriam de influenciar outras literaturas, nomeadamente a europeia), e cuja fortuna ficará também ligada ao êxito de Cién años de soledad (1967, Cem Anos de Solidão – Prémio Rómulo Gallegos), romance em que a sobreposição de elementos realistas e fantásticos adquire uma conseguida atmosfera mítico-alegórica. Narrando o surgimento de Macondo e a saga dos seus fundadores, a família Buendía, García Márquez funde a realidade histórica, política e social colombiana com um universo mágico, povoado de crenças, superstições e fatalismos.
Tendo publicado, entretanto, El coronel no tiene quien le escriba (1961), Los funerales de la Mamá Grande (1962) e La mala hora (1962), Relato de un náufrago (1970), a sua obra é permanentemente atravessada pela história política da América do Sul, enraizada em pequenos e grandes ditadores e profundas misérias, sem que a transfiguração romanesca alguma vez fique diminuída pelo empenhamento crítico (apesar das controvérsias políticas, a que o escritor também nunca se furtou).
Em 1972 publicou as colecções de contos La increíble y triste historia de la candida Eréndira y de su abuela desalmada e Ojos de perro azul e, em 1975, o romance El Otoño del Patriarca. Com Crónica de una muerte anunciada (1981), Gabriel García Márquez confirmou os seus dotes de exímio manipulador das técnicas narrativas. Em 1982 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura, e o êxito internacional prosseguiu com El amor en los tiempos del cólera (1985). Em El general en su laberinto (1989) faz surgir a figura mítica do libertador Simón Bolívar. Sem nunca se ter desligado por completo do fascínio dos jornais, cronista assíduo, publicou títulos como Crónicas y Reportajes (1978), Periodismo militante (1978) La batalla de Nicaraqua (1979), Persecutión y muerte de minorías (1984, com G. Nolasco-Juárez), La Aventura de Miguel Littín: Clandestino in Chile (1986) ou Noticia de un secuestro (1996), sobre os cartéis da droga no seu país, Por la libre: obra periodística 1974-1995 (1999).
Da obra ficção de Gabo, como era conhecido entre amigos, refiram-se ainda El olor de la guayaba (1982), Doce cuentos peregrinos (1992) e Del Amor y Otros demonios (1994). Memoria de mis putas tristes (2004) e Yo no vengo a decir un discurso (2010) foram os seus últimos títulos. A autobiografia Vivir para contarla (2002) constituiu igualmente um assinalável êxito mundial.
A maior parte da obra de G. G. M. encontra-se traduzida em português.

Aracataca,1927 – Cidade do México, 2014

Ver bibliografia completa e prémios aqui.
Discurso por la obtención del Prémio Nobel (1982, gravação)
Entrevista a Gabriel García Márquez (1982)
Entrevista a Gabriel García Márquez.
Entrevista a Gabriel García Márquez (1995)
Carta de Despedida (legendado)
Discurso no IV Congreso de la Lengua española (Cartagena, 2007)

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