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Uma célebre fotografia de Lawrence Durrell e Henry Miller

 

Escritor de origem anglo-irlandesa, nascido na Índia, aos 12 anos de idade partiu para Inglaterra a fim de continuar os estudos, que logo abandonou. Depois dos anos de despreocupação e boémia num país que o desiludiu profundamente, e já iniciado na poesia (Quaint Fragment, 1931; Ballad of Slow Decay, 1932), instala-se na ilha grega de Corfu. Em 1935 publica o primeiro romance, Pied Piper of Love. Admirador de Henry Miller, que em 1937 conheceu em Paris, e com quem mantém correspondência até 1980, com ele comunga uma atitude irreverente e inconformista (ambos fundam a revista Booster) e com ele sofre os reveses da censura (contestada, entre outros, por T. S. Eliot). Em 1938, encorajado por Miller, publica The Black Book. Permaneceu na Grécia, como professor, e no início da II Guerra Mundial tornou-se adido de imprensa da embaixada britânica, tendo desempenhado missões no Cairo e em Alexandria, lugar que terá deixado marcas no espírito e na obra The Alexandria Quartet (1957-1960).
No final da guerra acolheu-se em Rodes, onde o Mediterrâneo lhe sugere Prospero’s Cell (1945) e Reflections on a Marine Venus (1955). Vive depois na Argentina, na Jugoslávia e em Chipre. Afasta-se então da vida diplomática, que lhe merecerá numerosas histórias críticas, divertidas, mesmo se por vezes um pouco ácidas, e estabelece-se em França, na Provença.
Ao seu estudo das filosofias orientais como o zen ou o taoísmo (veja-se por exemplo A Smile in the Minds Eye, 1980), Lawrence Durrell junta o interesse pela psicanálise bem como pela teoria da relatividade. Todas essas dimensões comparecem em The Alexandria Quartet e em The Avignon Quintet (1974-1985), corporizando-se em alguns temas obsessivos (o amor, o incesto, a morte, a loucura) e traçando um desenho desmedido, complexo, fascinante, ambíguo, decadente, ao mesmo tempo literal e simbólico, ao mesmo tempo remoto e moderno.
Se é verdade que é na sua obra de romancista que se centram as atenções, a verdade é que Durrell se revela um interessantíssimo poeta (Collected Poems, 1951-1974, edição revista, 1985). Estimulantes e saborosas são também as suas crónicas e reflexões de viagem reunidas em Spirit of Place. Letters and Essays on Travel (1969).

Jullundur, Índia, 1919 – Sommières, França, 1990

OBRAS
Panic Spring (pseud. C. Norden), 1937
Cefalu, the Dark Labyrinth, 1947
Sappho (teatro), 1950
A Key to Modern Poetry (ensaio), 1952;
Esprit de Corps, 1957;
Bitter Lemons, 1957;
Stiff Upper Lip, 1958;
The Alexandria Quartet (Justine, 1957; Balthazar, 1958; Mountolive, 1958; Clea, 1960; existe tradução portuguesa)
An Irish Faustus (teatro), 1965
Acte (teatro), 1965
The Revolt of Aphrodite, 1968-1970
Tunc, 1968
Nunquam, 1970
The Avignon Quintet (Monsieur, or the Prince of Darkness, 1974; Livia, or Buried Alive, 1978; Constance, or Solitarv Practices, 1982; Sebastian, or Ruling Passions, 1985; Quinx, or the Ripper’s Tale, 1986)
The Antrobus complete, 1985.

Um texto inédito de Lawrence Durrell inédito em português:

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