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Escritor e ensaísta português, licenciado em Filologia Clássica, foi professor do ensino secundário. Escritor de fortíssima personalidade, revela em toda a sua obra uma dúvida permanente perante a existência, tendo encontrado o seu próprio caminho face, primeiro, ao neo-realismo e, depois, ao existencialismo de Sartre, Camus ou Malraux, correntes e autores que o influenciaram em momentos diferentes da seu percurso intelectual.
Fascinado pela solidão do homem e pela incapacidade de comunicação entre os indivíduos, a sua obra — num perpétuo movimento de aproximação e distanciamento de Deus, sem nunca perder porém o sentido do religioso e do sagrado — é o desdobrar da dúvida frente à existência terrena que desemboca no absurdo.
A veia especulativa que a sua ficção aflora, tem plena expressão no ensaísmo, onde mostra erudição e particular senso crítico — vejam-se os vários volumes de Espaço do Invisível e o volume Pensar.
No diário em vários volumes, sob o título de Conta-Corrente, atinge grandes momentos de reflexão, de mistura com observações, por vezes agrestes, sobre acontecimentos e pessoas.
É um dos grandes escritores portugueses do século xx.
Foi distinguido, entre outros prémios, com o Fémina (1990), Europália (1991) e o Prémio Camões (1992).

(Melo, Guarda, 1916 – Lisboa, 1996).

Obras principais

O Caminho Fica Longe (1943)
Onde tudo Foi Morrendo (1944)
Vagão J (1946)
Mudança (1949)
A Face Sangrenta (1953)
Manhã Sub­mersa (1954)
Carta ao Futuro (1958)
Aparição (1959)
Cântico Final (1960)
Estrela Polar (1962)
Alegria Breve (1965)
Nítido Nulo (1969)
Rápida, a Sombra (1974)
Signo Sinal (1979)
Para Sempre (1983, Gran­de Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores)
Até ao Fim (1987)
Em Nome da Terra (1990)
Na Tua Face (1993)
Cartas a Sandra (1996)

Retrato a la minuta – Vergílio Ferreira
Grandes Livros: Aparição – Episódios 12.- 345

«Ama a vida, mas não o digas muito para se não supor que fazes propaganda médica. Ama-a intensamente mas com reserva como toda a mulher gosta de ser amada. E a vida é do género feminino. E dizer-se muito por fora o que se é por dentro é já sê-lo menos. Nessa diferença é que o hipócrita instala a sua tenda.»

Vergílio Ferreira, Pensar, 1992.

Mais excertos de Pensar

 

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