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Filósofo, semiólogo, ensaísta, romancista e professor italiano – ocupando a cátedra de Semiótica na Universidade de Bolonha, desde 1975, universidade de que passou a ser Professor Emérito em 2008 –, estudioso da cultura e da estética medievais (doutorou-se com um tese sobre a estética em S. Tomás de Aquino), director literário da editora Bompiani entre 1959 e 1975, Umberto Eco adquiriu notoriedade como ensaísta no domínio da teoria literária e da semiótica: A Obra Aberta (1962), A Estrutura Ausente (1969), O Signo (1973) e Lector in fabula (1979).
Sem se ter fixado num sistema determinado, sobressai nos seus livros a força da sua inteligência e do seu humor. Abordando com a mesma seriedade monumentos literários e obras aparentemente menos relevantes (estudou, para escândalo das academias, o fenómeno 007, no célebre n.º 8 da revista Communications, 1966, ou, por exemplo as histórias desenhadas Krazy Kat e Peanuts) ou menos habitualmente elevados à consideração crítica, Eco foi um analista penetrante do fenómeno da comunicação e da cultura de massas, colaborando intensamente na comunicação social.
Em 1980, publicou o romance O Nome da Rosa, surpreendente êxito comercial, passado ao cinema (1986) por Jean-Jacques Annaud, em que combina a intriga policial com erudição histórica e teológica, numa apertada rede de referências intertextuais, mostrando que poderia não haver contradição entre erudição e sucesso. Seguiram-se-lhe outros romances, com evidência para O Pêndulo de Foucault (1988).
Pensador livre e intelectual independente, medievalista interessado pela contemporaneidade, não se deixou prender em modismos, revalorizando escritores esquecidos ou menosprezados como Alexandre Dumas ou Giovanni Papini. Não crente, manteve um diálogo inteligentíssimo com o cardeal Carlo Maria Martini, reunido num volume publicado em 1996: In cosa crede chi non crede?
Colaborou em dezenas de jornais e revistas, obteve prémios e era doutor honoris causa por 39 universidades. Nenhum assunto lhe era estranho enquanto objecto de análise. Foi um dos grandes sábios do nosso tempo.

Alessandria, 1932 – Milão, 2016

Outras obras: 

Diário Mínimo (1963)
Apocalípticos e Integrados (1964)
Viagem na Irrealidade Quotidiana (1973)
Sobre os Espelhos e Outros Ensaios (1985)
Os Limites da Interpretação (1990)
A Ilha do Dia Antes (romance, 1994)
Kant e o ornitorrinco (1997)
O busto de Minerva (2000)
Sobre a literatura (2002)
Baudolino (romance, 2002)
A misteriosa chama da rainha Loana (romance, 2004)
A passo de caranguejo (2006)
O cemitério de Praga (romance, 2011)
Confissões de um jovem escritor (2011)
O segundo diário mínimo (2012)
Reflexões sobre a dor (2014)
O número zero (romance, 2015)

Bibliografia exaustiva (incluindo as traduções) aqui e aqui
Página da Universidade de Bolonha sobre Umberto Eco

Conversa com Umberto Eco (2011, em inglês)
Conversa com Umberto Eco sobre a memória (legendas em inglês): 123
Conferência On the Ashes of Post-Modernism: A New Realism

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