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Rei da Macedónia, filho de Filipe da Macedónia e de Olímpia. Foi discípulo de Aristóteles, que lhe transmitiu a cultura grega, tomando Aquiles por modelo. Ao aperfeiçoamento do espírito juntou o do corpo, adquirido na prática do exercício físico.
Começou por assegurar o domínio sobre a Grécia com o objectivo de formar um império que aglomerasse os povos do Próximo Oriente. Depois, procurou realizar o sonho de seu pai – conquistar o império persa -, através de uma expedição meticulosamente planeada, dada a dimensão razoavelmente diminuta das suas tropas (cerca de 30 mil homens). Nessa tarefa de preparação e de execução se começou a revelar o seu génio militar que o haveria de tornar célebre e que era amplamente reconhecido pelos seus soldados.
Após atravessar o Helesponto e de pôr em fuga o poderoso exército de Dario III Codomano (334 a. C.), prosseguiu ao longo do litoral da Ásia Menor, cujas cidades conquistou, assegurando, assim, a ligação marítima com a Grécia. Entra em Górdio, capital dos reis da Frígia. Aí teve lugar um episódio importante: o oráculo prometera o domínio da Ásia a quem conseguisse desatar o nó intrincado que ligava o jugo e o timão do carro de combate do lendário fundador. Alexandre impôs a realização da profecia cortando o nó com a espada.
A partir de Tarso, onde adoecera, Alexandre retrocedeu para esmagar o exército persa que procurava cortar-lhe a retirada. Tomou, em seguida, Gaza e Tiro. Desceu, depois, até ao Egipto, onde foi recebido como libertador. Mostrando o maior respeito pelas divindades egípcias, foi saudado pelos sacerdotes como «filho de Ámon»,
Fundou a cidade de Alexandria e regressou à Ásia. Venceu de novo os Persas em Arbela (331), na Assíria; apoderou-se de Babilónia, Susa, Persépolis, Ecbátana. Avançando sobre a Bactriana (Afeganistão) e a Sogdiana (Turquestão Russo), atingiu Samarcanda, atravessou o vale do Indo, venceu o rei Poro e chegou às margens do Ganges. Decidiu, então, dividir o exército exausto. Uma parte, que ele próprio comandou, desceu o curso do Indo e regressou através da Pérsia Meridional, enquanto a outra parte, comandada por Nearco, tomou o caminho do Índico.
No regresso, Alexandre sonhou ainda com novas conquistas, mas a doença pôs fim aos seus planos. Cumprindo a tradição macedónica, deixou o império aos seus generais (diadocos) que, livrando-se dos herdeiros naturais, o dividiram entre eles, após terríveis lutas.
Do sonho de Alexandre ficou apenas o helenismo. Como escreveu o classicista Padre Manuel Antunes «foi o homem que, em menos tempo, mais contribuiu para mudar o curso da história. Dilatando a fronteira do mundo grego 4000 km para leste, fundindo Bárbaros e Helenos por meio de casamentos, de que ele próprio deu exemplo, fundando cidades,estabelecendo colónias militares nas terras conquistadas, melhorando as comunicações e a administração do império, ligando culturalmente a Hélada e o Oriente, desenterrando tesouros do fundo dos palácios, pondo o princípio, teórico e prático, da homonoia ou igualdade de povos e raças, Alexandre Magno lança as bases de uma grande civilização comum, o Helenismo, de que Roma virá a receber a melhor herança».

Pela (?), 356 – Babilónia, 323 a. C.

Página sobre o império de Alexandre.
Mapa interactivo das Guerras de Alexandre Magno.
Mapa do império de Alexandre Magno (vários formatos).
Alexandre na História da Macedónia.
Página da History Encyclopedia.
Documentário sobre Alexandre (National Geographic) – 1 e 2.
Documentário sobre Alexandre (Canal História) – 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.

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